Prazer, partilha e boas memórias: a filosofia da Ervideira para viver o vinho

Prazer, partilha e boas memórias: a filosofia da Ervideira para viver o vinho

Mais do que uma bebida, o vinho é uma experiência capaz de aproximar pessoas, despertar memórias e transformar momentos comuns em lembranças especiais. Essa é a filosofia da tradicional vinícola portuguesa Ervideira, uma empresa familiar do Alentejo que, há quatro gerações, alia tradição, inovação e paixão pela viticultura.

Durante sua passagem por Vitória para participar de uma degustação harmonizada promovida pela Wine Vix, loja especializada em vinhos localizada na Praia do Canto, Duarte Leal da Costa, representante da quarta geração da família Ervideira, conversou com a editora-chefe do ES Connect, Tatiana Silveira, sobre a história da vinícola, a evolução do mercado, os desafios de levar os vinhos portugueses para diferentes países e, principalmente, sobre a forma como acredita que o vinho deve ser vivido.

Para Duarte, o verdadeiro valor de uma garrafa não está apenas na qualidade do rótulo, mas nos encontros que ela proporciona. Prazer, partilha e boas memórias resumem a essência da Ervideira e a maneira como a vinícola deseja ser lembrada por quem aprecia seus vinhos.

Confira a entrevista.

ES Connect – A Ervideira é uma vinícola com muita tradição em Portugal. Como essa história começou?

Duarte Leal da Costa – A história começa com o meu bisavô, José Pardigão Rosado de Carvalho, o Conde de Ervideira. Naquela época, a produção de vinho tinha um papel muito diferente do que tem hoje. O vinho era considerado um alimento e fazia parte da alimentação dos trabalhadores da propriedade. Foi assim que a cultura do vinho entrou na nossa família e atravessou quatro gerações.

ES Connect – Em que momento a Ervideira deixou de produzir apenas para consumo próprio e passou a olhar para o mercado?

Duarte Leal da Costa – Isso aconteceu com a minha entrada na empresa. Mantivemos o respeito pela tradição, mas passamos a produzir vinhos também para chegar aos consumidores. Desde 1998, a Ervideira vem expandindo sua presença em Portugal e em diversos países.

ES Connect – Costuma-se dizer que um grande vinho vai muito além da taça. Que experiência vocês procuram proporcionar a quem abre uma garrafa da Ervideira?

Duarte Leal da Costa – Quero que as pessoas se libertem das regras e dos preconceitos que existem em torno do vinho. O vinho deve ser prazer, partilha e convívio. Deve ser apreciado entre amigos, durante uma refeição, em momentos de descontração. Mais do que analisar, quero que as pessoas se divirtam.

ES Connect – O vinho ainda é visto por muita gente como algo complexo e cheio de regras. Como quebrar essa ideia?

Duarte Leal da Costa – E não precisa ser. Cada pessoa tem o direito de gostar de um vinho diferente. O importante é experimentar e descobrir aquilo que dá prazer. O vinho é democrático. Não existe uma resposta certa.

ES Connect – Na degustação realizada na Wine Vix, vocês apresentaram sete rótulos. Como foi essa seleção?

Duarte Leal da Costa – Procuramos mostrar diversidade. A Ervideira possui mais de 30 rótulos e queríamos que as pessoas conhecessem estilos diferentes. Alguns vão preferir os brancos, outros os tintos. Alguns vão gostar mais de um vinho leve, outros de um mais estruturado. Isso faz parte da experiência.

ES Connect – E quando falamos de harmonização, por onde ela começa?

Duarte Leal da Costa – Sempre pelo prato. As pessoas escolhem um restaurante porque querem comer determinado prato. O vinho existe para acompanhar a comida. Por isso, quem manda na harmonização é o prato, não o vinho.

ES Connect – Se tivesse que escolher um vinho para representar a essência da Ervideira, qual seria?

Duarte Leal da Costa – Os vinhos da linha Conde D’Ervideira representam muito bem a nossa identidade. São os nossos vinhos de topo. Mas também gosto de lembrar que o vinho precisa estar presente no dia a dia. Por isso, temos diferentes linhas e estilos, sempre com uma preocupação muito forte com a qualidade e a relação custo-benefício.

ES Connect – Depois de uma noite como essa no Brasil, que lembrança você espera que as pessoas levem da Ervideira e dos vinhos portugueses?

Duarte Leal da Costa – Espero que levem boas memórias. Que descubram novos sabores, encontrem um vinho de que realmente gostem e percebam que o vinho deve ser vivido com prazer, sem formalidades excessivas. No final, o mais importante é o momento que ele proporciona.

 

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Tati Silveira

Fundadora e idealizadora do ES Conect, Tati Silveira é formada em Jornalismo e possui MBA em Marketing Estratégico. Há mais de 30 anos atua como Assessora de Comunicação, com passagens significativas em Entidades pertencentes a Confederação Nacional da Indústria-CNI, como Editora de Economia de “O Imparcial” (Diários Associados), além de edição de revistas, relatórios de sustentabilidade e sites. Sempre zelando pela imagem institucional e promovendo parcerias com foco na melhoria do relacionamento com os públicos de interesse das empresas atendidas.

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