Apesar dos avanços na diversidade de gênero, o acesso desigual a conexões estratégicas ainda limita o crescimento das mulheres no mercado. É o que aponta o relatório Women in the Workplace 2025, da McKinsey & Company em parceria com a LeanIn.Org: mulheres têm menos acesso a patrocinadores — conexões que abrem portas e aceleram carreiras.
Os dados mostram o impacto direto. No início da carreira, 31% das mulheres contam com esse apoio, frente a 45% dos homens. No topo, a diferença se amplia: 72% dos homens na alta liderança têm patrocinadores, contra 36% das mulheres. O reflexo aparece nas promoções.
Diante desse cenário, redes femininas vêm ganhando força como resposta prática. No Espírito Santo, esse movimento se materializa em iniciativas como a Conexão MVP, que reúne cerca de 100 empresárias em Vila Velha com foco em gerar oportunidades a partir de conexões reais.

A idealizadora do encontro, Mônica Rossati, resume o propósito: “Existe um fio que conecta tudo. E ser esse elo entre mulheres, promovendo negócios e oportunidades, é a minha missão.”
A jornalista Tatiana Silveira, CEO do Clube EVA, participa do encontro como apoiadora e reforça a importância do movimento. “Eu acredito na força da sororidade. Quanto mais espaços como esse existirem, melhor. O trabalho da Mônica é necessário e gera impacto real”, afirma.

Ao mesmo tempo, ela posiciona o papel do EVA como etapa anterior — e estratégica. “O EVA não é networking. Ele prepara a mulher para o networking. A gente trabalha a base: posicionamento, comunicação, segurança e clareza. Muitas ainda chegam nesses ambientes sem saber se apresentar, sem direção. E isso limita o resultado.”
Tatiana destaca que esse direcionamento vem da própria experiência. “Eu precisei ajustar minha forma de me posicionar, aprender a me apresentar e construir um pitch que realmente comunica — que deixa claro, de imediato, o que eu entrego e qual problema resolvo”, contou.
Segundo ela, essa clareza muda o jogo. “Quando a mulher entende o valor do que oferece e comunica isso com segurança, ela deixa de ser ignorada e passa a ser lembrada”, ensina.
Nesse contexto, eventos como a Conexão MVP abrem o campo — e o preparo define o resultado. “Ambientes como esse criam a oportunidade. O que a gente faz no EVA é garantir que, quando essa mulher estiver ali, ela saiba se conectar, construir relação e transformar isso em resultado real. Conexão e preparo precisam caminhar juntos: um abre portas; o outro garante que elas sejam, de fato, atravessadas”, finaliza Tatiana Silveira.











