Algumas das conversas mais importantes da vida acontecem quando não estavam no roteiro.
Há alguns dias, eu participava de uma reunião ao lado de Sandra Freitas e Cláudio Tosta para tratar de outros projetos. Em determinado momento, surgiu a notícia de um convite para que Sandra ingressasse em um novo desafio na vida pública. A partir dali, o assunto deixou de ser apenas um projeto e passou a ser uma reflexão sobre propósito, responsabilidade e o papel de cada cidadão na construção da sociedade.
Nos dias seguintes, novas conversas aconteceram. A mais marcante foi um encontro conduzido por Cláudio Tosta, que não tratou de estratégias eleitorais, mas de algo muito maior: a transformação da mentalidade da sociedade.
A palestra trouxe reflexões profundas sobre as mudanças culturais que estamos vivendo, os impactos da tecnologia, a importância da leitura, da educação, do trabalho e da formação de novas gerações capazes de pensar criticamente e exercer sua cidadania com responsabilidade.
Uma das ideias que mais me marcou foi a de que as grandes transformações sociais não acontecem apenas por meio de leis ou políticas públicas. Elas começam na mudança de mentalidade das pessoas. Começam quando compreendemos que cidadania vai muito além do voto. Ela está na forma como educamos nossos filhos, valorizamos o conhecimento, respeitamos as diferenças, cultivamos princípios e assumimos nossa responsabilidade na construção do futuro.
Vivemos um tempo de mudanças aceleradas. A tecnologia avança em uma velocidade impressionante e nos oferece oportunidades extraordinárias. Ao mesmo tempo, ela nos desafia a preservar aquilo que nos torna verdadeiramente humanos: o pensamento crítico, a capacidade de diálogo, o hábito da leitura, a disposição para aprender continuamente e a sensibilidade para compreender o outro.
Como jornalista, acompanho há décadas as transformações da sociedade. Como empreendedora, vejo diariamente pessoas criando soluções para problemas reais, gerando empregos e contribuindo para o desenvolvimento de suas comunidades. Essas experiências reforçam uma convicção: a cidadania não começa nas eleições. Ela começa nas escolhas que fazemos todos os dias, na forma como participamos da vida coletiva e no compromisso que assumimos com as próximas gerações.
Saí daqueles encontros com uma certeza renovada: o Brasil precisa de mais espaços de diálogo, de mais conversas sobre valores, responsabilidade, ética e participação. Independentemente das diferenças de opinião, fortalecer a cidadania é um caminho que beneficia toda a sociedade.
Afinal, uma democracia se fortalece quando seus cidadãos deixam de ser apenas espectadores e compreendem que a transformação coletiva começa, antes de tudo, pela transformação de cada um de nós.
Tatiana Silveira
Jornalista, fundadora do Clube EVA e consultora de Comunicação e Reputação.
Mãe, cristã e cidadã que acredita que o desenvolvimento de uma sociedade começa pelas pessoas e pelos valores que escolhem cultivar.











