A colonização italiana em Santa Teresa começou em 1874, quando chegaram ao Espírito Santo os primeiros imigrantes vindos principalmente da região do Vêneto, no norte da Itália. A localidade, inicialmente chamada de Val d’Ema, foi escolhida pelo governo provincial para receber famílias italianas que buscavam melhores condições de vida, fugindo da pobreza e das dificuldades na Europa.
Os imigrantes se estabeleceram em pequenas propriedades rurais, dando início a uma agricultura de subsistência, cultivando milho, feijão, café e, mais tarde, uva. O café, em especial, foi fundamental para o desenvolvimento econômico da região.
Com muito esforço, os colonos ergueram casas de pedra e madeira, organizaram capelas, escolas comunitárias e mantiveram vivas suas tradições, idioma e religiosidade. Ao longo do tempo, Santa Teresa se consolidou como um centro da cultura ítalo-capixaba, preservando danças, músicas, festas típicas e culinária.
Hoje, Santa Teresa é reconhecida como a “Capital da Imigração Italiana no Brasil” e mantém forte identidade cultural. A cidade também abriga o Museu da Imigração Italiana, que preserva documentos, objetos e memórias dessa história de colonização.
Washington Moscon,
Jornalista, advogado, especialista em cidadania italiana, direito de imigração, direito de família e direito notarial e registral.











